O Congresso Nacional decidiu retomar a obrigatoriedade do exame toxicológico para quem pretende tirar a primeira Carteira Nacional de Habilitação nas categorias A (motos) e B (carros). A medida, aprovada após a derrubada de vetos presidenciais, altera novamente a legislação de trânsito e traz uma mudança significativa para os novos condutores brasileiros.

Antes dessa decisão, o exame toxicológico era exigido apenas de motoristas profissionais, habilitados nas categorias C, D e E. Agora, qualquer pessoa que esteja buscando sua primeira CNH para dirigir carro ou moto deverá apresentar um exame com resultado negativo antes de iniciar o processo de habilitação.
O que realmente mudou com a nova regra
A partir da nova determinação, o exame toxicológico passa a ser uma fase obrigatória do processo de habilitação. Ou seja, além dos exames médico e psicotécnico tradicionais, o candidato precisa comprovar que não fez uso recente de substâncias psicoativas capazes de comprometer a segurança no trânsito.
🎯 Principais pontos da nova exigência:
- O exame é obrigatório apenas para a primeira habilitação nas categorias A e B
- Não é exigido em renovações dessas categorias
- O exame deve identificar consumo de substâncias em janela mínima de 90 dias anteriores
- Precisa ser realizado em clínica e laboratório autorizados pelo órgão de trânsito
- O laudo deve ser negativo e válido no momento da apresentação
Substâncias como cocaína, maconha, derivados opiáceos e diversas anfetaminas podem ser detectadas no exame, que geralmente usa amostras de cabelo ou pelos corporais.
Por que o Congresso decidiu retomar essa exigência?
A justificativa principal é reduzir os riscos no trânsito, impedindo que pessoas com uso recorrente de drogas obtenham licença para dirigir. A medida também reforça a fiscalização já existente para motoristas profissionais.
Além da segurança, a nova regra foi aprovada junto com outras medidas de incentivo, como o financiamento da CNH para pessoas de baixa renda inscritas em programas sociais. A intenção é equilibrar as obrigações e ampliar o acesso à habilitação de forma responsável.
Impactos: pontos positivos e negativos
Embora a proposta tenha sido defendida como avanço para a segurança pública, ela também gera debates:
Pontos positivos
- Previne acidentes relacionados ao uso de drogas
- Reforça a responsabilidade do motorista desde o início
- Ajuda a identificar dependência química e evitar riscos nas vias
Pontos negativos
- Aumenta o custo da CNH, dificultando o acesso para quem tem baixa renda
- Pode desestimular a habilitação, especialmente em áreas rurais
- Há quem questione se a medida é proporcional para uso pessoal e não profissional
- Pode estimular que mais pessoas dirijam sem CNH, fugindo da burocracia
Especialistas afirmam que, apesar de contribuir para a segurança, a regra precisa acompanhar políticas que não aumentem a exclusão social, já que dirigir pode ser condição essencial de mobilidade para muitos brasileiros.
Como fica a lei, de forma simples
| Situação | Exame toxicológico é obrigatório? |
|---|---|
| Primeira CNH categoria A (moto) | ✔ Sim |
| Primeira CNH categoria B (carro) | ✔ Sim |
| Renovação de CNH A ou B | ✘ Não |
| Motoristas das categorias C, D e E | ✔ Já exigido há anos |
O que o novo candidato precisa fazer agora
Se você ou alguém da sua família vai iniciar o processo para tirar habilitação, é importante se programar:
📌 Checklist atualizado:
- Escolher autoescola ou centro de formação
- Realizar exames médico e psicológico
- Fazer o exame toxicológico com antecedência
- Verificar se o laboratório é credenciado
- Guardar o laudo dentro do prazo de validade (90 dias)
- Só então seguir para biometria, aulas e provas
Planejar-se evita gastos extras e atrasos no processo.
Conclusão: segurança x acessibilidade — o futuro da CNH
A retomada do exame toxicológico para a primeira CNH é uma medida que reforça a segurança nas ruas e rodovias do país. Por outro lado, adiciona um custo que pode pesar no bolso dos brasileiros, especialmente jovens e pessoas de baixa renda.
O desafio agora é equilibrar rigor e acessibilidade. Se por um lado a exigência ajuda a proteger vidas, por outro é preciso garantir que dirigir não se torne um privilégio distante da realidade econômica da população.
A discussão continua — e a forma como essa medida será aplicada nos próximos anos será essencial para determinar seus efeitos reais na vida de quem está começando a dirigir.
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